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O passado é um prelúdio

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Por quase 40 anos, Mark Daniel Maloney e sua família têm demonstrado que o Rotary conecta o mundo. Agora o autodenominado viajante alegre e otimista embarca na próxima fase de sua vida: servir como novo presidente do Rotary International.

Por Foto acima por

Faltam duas semanas para o Natal no norte do Alabama, e o Rotary Club de Decatur está em plena Yuletide (festival celebrado por povos germânicos em época natalina). No sábado passado, trabalhando ao lado de frequentadores da Igreja em Stone River, os associados do clube ofereceram a mais de 70 crianças um café da manhã de panquecas e uma viagem de compras à loja de departamentos Target. Na reunião de segunda-feira do clube, a banda de jazz Austin Junior High animou as pessoas com canções da temporada: “Santa Baby”, “Feliz Navidad”, “Baby, It's Cold Outside”. Embora seja Dezembro, a temperatura está amena.

Assim que a banda termina, o presidente do clube, Larry Payne, anuncia: "Agora, de volta por demanda impopular... ‘Onde está o Mark?’”. A multidão pula, assobia e grita com um desprezo amável. O homem em questão caminha para a frente da sala e orgulhosamente declara: “Mark Maloney está em Decatur, Alabama! Cerca de 120 pessoas vibram com a notícia. Viva o chefe!

Gay e Mark Maloney em sua casa em Decatur, Alabama.

Foto por Cary Norton

Em sua cobertura da viagem patrocinada pelo Rotary, o Decatur Daily citou Mark e o chamou de “associado do clube”, o que, embora não seja uma inverdade, foi um pouco inadequado, já que não transmitiu a amplitude das realizações deste rotariano. Desde que ingressou na organização, em 1980, Mark serviu como governador de distrito, diretor do RI, assessor do presidente, curador da Fundação Rotária, presidente do Conselho de Legislação e da Comissão da Convenção de 2014 em Sidney – e isso é apenas alguns dos cargos que ocupou, todos eles um prelúdio do seu novo papel de líder: desta vez como presidente do Rotary International.

"Ele é totalmente qualificado para presidir o RI”, afirma Bill Wyker, que conhece Mark há quase 40 anos. “O Mark é um grande comunicador e tem uma mente brilhante, além de ter compaixão e se preocupar com o semelhante. Neles nós temos o pacote completo, a receita do sucesso. Ninguém no nosso clube se surpreende com o fato de ele ter ido tão longe no Rotary."

Wyker, que sucedeu Maloney como presidente do clube de Decatur em 1986, é o autoproclamado inventor da tradição no clube de fazer brincadeiras com o presidente em término de mandato. “Eu criei a cultura do “Give Mark a Hard Time” (vamos encher os pacová do Mark) no nosso clube, que ainda está viva e segue forte hoje em dia. Por ter um bom senso de humor, o Mark aceitou a brincadeira. Nós jamais brincaríamos assim com ele se não gostássemos e o respeitássemos muito”, completa Wyker.

Falando da tribuna naquela reunião de dezembro, Mark, que se descreveu como “o viajante mais otimista e alegre”, fala sobre os lugares que visitou ultimamente. Ele descreve uma excursão que começou nos estados de Nevada e Califórnia, depois para Inglaterra, Índia, Cingapura, Indonésia e Taiwan, antes de finalmente voltar para Decatur. Mas a viagem mais longa de Mark para este momento em particular começou há muito tempo num país que, um século antes dos jatos comerciais conectarem o mundo, ficava longe, muito longe.

Com três filhos pequenos para alimentar e a perspectiva de terras agrícolas ricas do outro lado do Atlântico, Arthur e Catherine Maloney deixaram a Irlanda em 1849 no meio da Grande Fome e partiram para os Estados Unidos. (O casal deixou para trás dois filhos mais velhos, um dos quais nunca mais voltariam a ver). Depois de desembarcarem em Nova Orleans, foram para o norte do país, mais precisamente no sul do Estado de Illinois. Eles então chegaram num lugar chamado Pond Settlement, onde estabeleceram residência ao lado de outros imigrantes católicos irlandeses.

"O Mark é um grande comunicador e tem uma mente brilhante, além de ter compaixão e se preocupar com o semelhante. Neles nós temos o pacote completo, a receita do sucesso."

Mark Daniel Maloney nasceu 106 anos depois, em 14 de maio de 1955. Até então, a fazenda da família, situada nas cercanias da pequena cidade de Ridgway, tinha expandido para 1.200 acres. Durante décadas a família tinha criado gado de corte e cultivado ração para gado, mas Patrick Maloney, que viria a ser o pai de Mark, e seus dois irmãos mudaram o foco para o cultivo de milho, trigo e soja. Eles mais do que dobraram o tamanho da fazenda quando compraram mais 1.500 acres na beiro do Rio Ohio, no Kentucky.

Este foi o ambiente em que Mark Maloney cresceu, embora rapidamente se tornou óbvio que ele não estava destinado a uma carreira na agricultura. Em competições 4-H, que era o campo de teste para futuros agricultores e fazendeiras, ele brilhava quando falava em público. Seu discurso de 1966, “A Dream Becomes a Goal”, ganhou a fita azul na Feira Estadual de Illinois. Dois anos mais tarde, ele ganhou o concurso de soletração do condado ao soletrar corretamente “bludgeon”. Dois anos depois, ele foi presidente da Gallatin County 4-H Federation. E em 1962, Mark e sua irmã de cinco anos, Kristi, venceram o concurso de fantasias com tema havaiano no evento anual Popcorn Days, de Ridgway.

Em Ridgway, a autoproclamada Capital Mundial da Pipoca, não havia ocasião mais esperada do que o Popcorn Days, celebrado anualmente no segundo sábado de setembro. “O Popcorn Days era o grande evento da cidade”, lembra Rick Rotramel, do Rotary Club de Danville. Após um filme gratuito no Strand e um desfile, as crianças iam ao coreto para comer pipoca, mascar chicletes e participar de competição de salto de rãs, que davam ao vencedor um dólar de prata.

Às 13h00 vinha o abre-alas e tinha início o desfile na Main Street. Tinha a Rainha da Pipoca acompanhada da sua comitiva, carros alegóricos, patrulhas motorizadas, cavalos, equipamentos agrícolas e outras coisas. Com a chegada do trator, as regras de ITPA começavam a valer. Para os não iniciados, ITPA significa Associação de Puxadores de Trator de Illinois. O resto do dia era marcado por música."

Esse tipo de evento precisa de um mestre de cerimônias, e em 1981, Ridgway pediu a Mark Daniel Maloney que abraçasse esta responsabilidade. Desde então, ele tem sido o mestre de cerimônias todos os anos, exceto duas vezes: quando coincidiu com o batismo da sua filha Phyllis, e quando foi a um funeral. “Meu calendário fica reservado para o Popcorn Days”, diz Mark, cuja placa do seu carro é PPCRN.

Do canto superior esquerdo, sentido horário: Mark na fazendo de sua família em meados dos anos 60, com sua mãe, Doreen, seu pai, Patrick, e suas irmãs Kristi (esquerda) e Erin; Mark e Gay em 1980, ano em que ele entrou para o Rotary; Mark em sua formatura no Ridgway High, 1972; Mark e Gay ainda sorrindo, 2019 (foto por Cary Norton); o casal Maloney com suas filhas, Margaret (esquerda) e Phyllis, na Assembleia Internacional de 1990 em Dallas; a fazenda ainda pertence à família Maloney depois de 180 anos.

"Mark é sarrista”, diz Rotramel, que ajuda no desfile desde meados da década de 1990. “Ele tem um bom senso de humor. Ele trabalha muito, mas de uma forma divertida."

Rotramel continua: "Mark e eu nutrimos o mesmo carinho em relação à nossa cidade natal. Temos muito orgulho de ser de lá. Todos os anos eles ligam e perguntam se vamos ao evento e eu digo: 'Você nem precisa ligar; nós nunca vamos parar.'"

Em 1968, enquanto se preparava para se formar na oitava série, Mark se inscreveu para Chaminade, um colégio católico de St. Louis. Ele acabou ganhando uma bolsa de estudos integral, mas seus pais recusaram. Chaminade era um internato, e os pais de Mark não estavam prontos para ver seu filho partir tão novo. Em compensação, eles se comprometeram a colocá-lo na melhor faculdade que Mark conseguisse entrar. Isso por si só era um grande incentivo, mas alguém como Mark não precisava de mais motivação para atingir seus objetivos.

Em vez de Chaminade, Mark frequentou a Ridgway High School, onde sua mãe, Doreen, ensinava inglês. “Ela era muito divertida e uma excelente professora”, lembra Rotramel, que estava um ano à frente de Mark. “Todos gostavam dela."

Como de costume, Mark se destacou, e não apenas academicamente. Ele desempenhou várias funções, incluindo presidente do grêmio estudantil e membro do comitê de estudantes e professores. Ele continuou mantendo um papel proeminente no 4-H e também era ativo na banda, no coral, no jornal, no clube de espanhol e no National Beta Club. Na colação de grau, ele fez o discurso de despedida da sua turma. Seus colegas de classe votaram nele como “o mais provável de ser bem-sucedido na vida”. Em 1972, ano em que se formou na Ridgway High, Mark foi reconhecido como o Jovem Católico do Ano da sua diocese, que juntava 28 condados.

Naquele mesmo ano, Mark entrou na faculdade. Seus pais haviam mantido a promessa de mandá-lo para a melhor faculdade que ele conseguisse entrar, e não deu outra: foi a Harvard. No seu primeiro ano Mark, que viria a ser condecorado como cum laude em história, fez um curso eletivo para entender os meandros do governo estadual. O instrutor foi o político de Illinois Paul Simon, que estava passando o ano estudando no Instituto de Política da faculdade John F. Kennedy, de Harvard. Os dois se tornaram amigos.

Em 1974, Simon ganhou virou deputado no congresso americano. (Uma foto pré-eleitoral na Gallatin Democrat mostra Mark, que trabalhou na campanha de Simon, aparece ao lado do candidato.) Em meados do ano seguinte à formatura, Mark conseguiu um estágio na câmara dos deputados, trabalhando por dois meses no gabinete de Simon em Washington, D.C. Ao anunciar a nomeação, o democrata observou que, em Harvard, Mark havia presidido a Sociedade Harvard Memorial e o Conselho de Gestão de Bachareladoa, gerenciado os times de futebol americano, futebol e lacrosse, e integrado o Comitê de Atletismo."

Maloney e Rick Rotramel, mestres de cerimônia dos Popcorn Days, participaram da parada em 2017.

Foto por Eddie Quinones

Em 1977, Gay Blackburn, em seu segundo ano na Faculdade de Direito Vanderbilt, estava participando de um seminário em direito internacional. Formada pela faculdade Agnes Scott College, Gay era de Decatur, no Estado do Alabama, cidade a qual o seu pai, um advogado renomado, tinha sido prefeito. Na segunda semana do seminário, vários alunos tinham a sua sacola de pipoca. Eles tinham viajado de Nashville para o sul de Illinois, e foram ao Popcorn Days. Adivinhe quem foi o líder da excursão: isso mesmo, um jovem chamado Mark Maloney, seu colega de classe.

Uma conversa sobre as atrações da sua cidade natal engatilhou o namoro de Mark e Gay. Durante o Natal, Gay foi a uma festa no Harvard Club de Nashville, e Mark passou o fim de ano em Decatur. Eles terminaram o último dia daquele ano no cinema assistindo a um filme da Disney. “Achamos ali que tínhamos sido feitos um para o outro."

O que Mark chama de “a primeira e fatídica visita de Gay à minha família” aconteceu no começo de fevereiro. “Menos de 8.000 pessoas viviam no condado de Gallatin, e muitas delas eram parentes dos Maloneys”, lembra Gay. “Mark e sua mãe fizeram um esforço consciente para não me alarmar, então eu conheci ‘só’ 22 parentes do Mark. Eles dirigiram da fazenda em Ridgway até a fazenda em Kentucky, foram à New Harmony, em, Indiana, para um jantar sofisticado no no Red Geranium e jogaram baralho. Eles pararam numa farmácia para comprar filme para a máquina fotográfica e Gay tirou fotos dos pais de Mark.

"Meu calendário fica reservado para o Popcorn Days”, diz Mark, cuja placa do seu carro é PPCRN.

No domingo de manhã, o casal assistiu à missa em Shawneetown e regressou a Nashville. Mas antes, Mark fez questão de mostrar a igreja de St. Patrick para Gay, que a sua família tinha ajudado a abrir na década de 1850. Havia muita neve no chão, mas Mark prometeu que em sua próxima visita eles caminhariam pelo cemitério. Na saída da cidade, eles pararam na fazenda Maloney para que Gay pudesse tirar uma foto da casa. Os pais de Mark saíram da varanda e acenaram.

Dez dias depois, Mark encontrou Gay na biblioteca Vanderbilt. Naquela noite, ele lhe disse que seus pais estavam dirigindo quando outro carro colidiu de frente com eles. Pat, 48 anos, e Doreen, 46, estavam mortos. As fotos de Gay eram as últimas fotos tiradas deles. O acidente havia ocorrido no 21º aniversário da irmã de Mark, Kristi, que estava estava na escola em Nova York. Sua irmã mais nova, Erin, que estava no banco de trás do veículo, sobreviveu ao acidente, embora tivesse ficado gravemente ferida.

Dentro de semanas, Mark estabeleceu o Fundo de Bolsas de Estudos Pat e Doreen Maloney Memorial, na escola de segundo grau Ridgway High. Por volta da mesma época, um aviso apareceu no Gallatin Democrat. Ele expressou “ a mais profunda e sincera gratidão” a todos que ficaram ao lado da família após a trágica perda. “Através deste tempo difícil, o amor, a compaixão e o apoio que os moradores do condado de Gallatin têm dado a nós nos conforta bastante. Nossa crença na bondade do ser humano foi renovada."

Poucos dias depois da tragédia, Gay foi apresentada por Mark às pessoas que vieram prestar condolências aos filhos do saudoso casal, entre elas Paul Simon, como sua namorada. Não demorou para que ela se tornasse mais do que uma namorada, e no começo de abril eles ficaram noivos. “Eu acho que teríamos ficado juntos de qualquer forma, mas o acidente acelerou o processo”, relembra Gay.

Do topo, sentido horário: o casal em uma escola em Lagos, Nigéria, em1990; Maloney participou de um projeto de água nas Ilhas Virgens Americanas; os Rotary Clubs de Mark e Gay, Decatur e Decatur Daybreak, se emparceiraram com o Rotary Club de St. Thomas East para esta iniciativa (foto por Nicole Canegata); o casal Maloney com o ex-presidente do RI Jonathan Majiyagbe; a família Maloney com o ex-presidente do RI Rajendra Saboo e sua esposa Usha, em Decatur, 1991; Mark e Gay em Bangalore, Índia, em 2012; integrantes de uma equipe de Intercâmbio de Grupo de Estudos da Nigéria visitou Maloney e o Rotary Club de Decatur em 1985.

No terceiro e último ano da faculdade de direito, o casal se perguntava para onde iriam a seguir. “Eu não quis fazer faculdade em Auburn ou Alabama”, diz Gay. “Eu queria ir para um lugar que estivesse além do meu horizonte. Então, eu fui para Agnes Scott, em Atlanta. Suas preferências não tinham mudado, e ela continuou querendo conhecer o mundo

Durante uma visita de fim de semana a Decatur, o pai de Gay, J. Gilmer Blackburn, levou Mark para um passeio de carro. “Gilmer explicou os benefícios de viver numa cidade pequena e de trabalhar em um escritório de advocacia familiar”, explica Mark. Uma nova perspectiva se abriu para o casal: mudar para Decatur e ingressar no escritório de advocacia Blackburn. Gay e Mark debateram as possibilidades, porém, diz ele, “nós não estávamos em lados opostos"

Durante uma visita de fim de semana a Decatur, o pai de Gay, J. Gilmer Blackburn, levou Mark para um passeio de carro. “Gilmer explicou os benefícios de viver numa cidade pequena e de trabalhar em um escritório de advocacia familiar”, explica Mark. Uma nova perspectiva se abriu para o casal: mudar para Decatur e ingressar no escritório de advocacia Blackburn. Gay e Mark debateram as possibilidades, porém, diz ele, “nós não estávamos em lados opostos."

Quando nos mudamos para Decatur, pensamos que estávamos fazendo um favor aos pais da Gay, quando na verdade o favor estava sendo para nós”, acrescenta Mark. Meu pai tinha uma visão de que a vida seria boa em Decatur”, diz Gay.

"Gilmer era brilhante”, diz Ken Schuppert, que, junto com sua esposa Lynn, é sócio da firma de advocacia fundada por Gilmer e agora conhecida como Blackburn, Maloney e Schuppert. (Assim como os Maloneys, os Schupperts são rotarianos, e Ken é vice-chair do Conselho de Curadores da Fundação Rotária.) “Sua experiência em tributação de seguros de vida era soberba e tão na região. Ele foi o primeiro advogado fiscal do norte de Birmingham, no Alabama, em meados da década de 1950. Mas, estar envolvido com a comunidade, foi algo que todos nós aprendemos com Gilmer."

"Ele foi uma figura paterna muito forte na vida do Mark”, diz Bill Wyker, do Rotary Club de Decatur. 

Wyker também tem fortes lembranças da mãe de Gay. “Destemida e incansável, Phyllis apoiava Gilmer mas tinha seus próprios pensamentos, ideias e atividades."

"Até hoje me refiro a ele como o Sr. Embaixador."

Após seu casamento em junho de 1979, e depois que Mark obteve o título de Mestre em Direito Tributário pela Universidade de Nova York, o casal Maloney se estabeleceu em Decatur. Com seu conhecimento agrícola, Mark se deu bem imediatamente com seus novos vizinhos. “Mark era a combinação perfeita do tipo de cara que é absolutamente brilhante”, diz Wyker, “e, ao mesmo tempo, o tipo de cara que você gosta de imediato."

"Mark é uma das pessoas mais dignas que conheço”, acrescenta Ellen Didier, associada do clube Decatur. “Ele é caloroso, engraçado, inteligente e com um grande senso de humor."

Mark entrou para o Rotary em 1980. Cinco anos depois, aos 30 anos, foi presidente do Rotary Club de Decatur. Nesta época ele soube que uma equipe de Intercâmbio de Grupos de Estudos (IGE) da Nigéria, patrocinada pelo Rotary, iria visitar o Alabama, mas Decatur não estava na programação. Ele fez alguns telefonemas e os visitantes da África acabaram passando dois dias na cidade. “Mark e eu fizemos uma festa para eles em nossa casa, e nos certificamos de que eles fossem muito bem recebidos. O líder da equipe disse: ‘Quero que o Mark leve uma equipe de IGE para a Nigéria no ano que vem’. Então, quando nossas filhas, Phyllis e Margaret tinham quatro e dois anos, Mark passou 40 dias na Nigéria plantando as sementes para seu lema presidencial: O Rotary Conecta o Mundo.

"Eles nos chamavam de embaixadores da boa vontade, e até hoje me refiro a ele como o Sr. Embaixador”, diz Mike Curl, um dos seis membros da equipe de IGE de Decatur que visitou a Nigéria."

Em julho de 1990, Mark retornou à Nigéria e, desta vez, Gay se juntou a ele, levando consigo seu livro didático da época de faculdade sobre arte africana. Mark já havia conhecido Jonathan Majiyagbe, que havia acabado seu mandato como primeiro diretor africano e negro do Rotary. Nesta visita, Mark e Gay ficaram com Majiyagbe e sua esposa, Ade, na casa deles em Kano. “Achei Mark muito agradável”, diz Majiyagbe. “Ele era muito trabalhador, um verdadeiro computador ambulante, com uma memória acima do normal.” Uma forte amizade nasceu e uniu os casais, e quando Majiyagbe foi nomeado presidente do RI em 2003-04, ele e Ade escolheram Mark e Gay como seus assessores.

A primeira família rotária do ano de 2019-20 (a partir da esquerda): as filhas Phyllis e Suzanna; o neto Peter; o genro Blake; a filha Margaret; Gay; o neto Patrick; e Mark.

Foto por Bryan Meltz

Em 2003, menos de um mês antes de tomar posse como presidente, Majiyagbe estava em Brisbane, Austrália, quando Ade morreu inesperadamente em Leeds, na Inglaterra. “Não sei o que teria feito sem o Mark Maloney”, lembra Majiyagbe. “Ele providenciou minha viagem para Leeds, e junto com Gay, foram se encontrar comigo às suas próprias custas só para estarem ao meu lado."

Outro amigo de longa data que Mark fez no Rotary foi com seu próprio assessor, Larry Lunsford, do Rotary Club de Kansas City-Plaza, Missouri, e ex- diretor do RI. Lunsford possui um currículo impressionante, no entanto, ele é o primeiro a admitir que é difícil encontrar alguém no Rotary com tanta experiência quanto Mark Maloney. “Ele é excelente em delinear e visualizar o melhor processo para o alcance das suas metas e as do Rotary, e vai usar suas habilidades organizacionais e administrativas para maximizar as oportunidades de tornar o Rotary ainda melhor durante a sua presidência."

Lunsford ressalta o foco estratégico de Mark para aumentar o quadro associativo do Rotary – com ênfase na diversidade para atrair e reter associados. Mark colocou como prioridade elevar o relacionamento do Rotary com as Nações Unidas, elevando a posição do Rotary no mundo. Lunsford ressalta que Mark quer uma sinergia ainda maior entre o Rotary e os rotaractianos. “Os rotaractianos estão animados com a possibilidade de formar um relacionamento mais forte com o Rotary."

Lunsford ressalta que a melhor qualidade de Mark é ter um coração de ouro, e conta com o apoio da Gay. “Eles são um time imbatível."

Assim como qualquer outra pessoa Gay, a aspirante a viajante que provavelmente já viu mais do mundo do que imaginou ser possível, acha engraçado poder ver o colégio que frequentou na juventude pela porta da frente da sua casa. “Lembro-me perfeitamente de pensar que, ao nos fixarmos em Decatur, estaríamos virando as costas à oportunidade de ver o mundo."

O tempo lhe diria que ela estava totalmente enganada. Na sala de estar dos Maloneys, fotos emolduradas nas paredes, juntamente com as pinturas coloridas de Gay, documentam sua jornada rotária global de 39 anos, assim como as lembranças que lotam as prateleiras. Gay se tornou oficialmente membro da família rotária em 1996, quando ingressou no recém-fundado Rotary Club de Decatur-Daybreak. “Mark e eu exercemos juntos a advocacia, e juntos criamos nossa família. Contudo, não há nenhum Rotary Club que seja grande o suficiente para nós dois”, brinca ela.

As filhas de Mark e Gay fizeram parte desta jornada rotária junto com seus pais. “À medida que nos tornamos uma família rotária, nossas filhas cresceram com uma visão ampla de mundo”, diz Gay. Somando as experiências das duas, Phyllis e Margaret participaram de mais de 30 convenções, e as interações juvenis que tiveram quando crianças com pessoas ao redor do mundo influenciaram o curso de suas vidas. Estimulada pelo interesse da infância pela geografia, Phyllis estudou história e literatura britânica em Harvard e na Universidade de Cambridge antes de se formar em Direito pela Yale. Quando menina, Margaret ficou fascinada pela linguagem e pelas palavras e passou a estudar linguística em Harvard; depois de uma carreira no ramo de publicações em Nova York. Ela está agora no quarto ano de medicina na Universidade Stony Brook, em Long Island.

"A melhor qualidade de Mark é ter um coração de ouro. Com o apoio da Gay, eles são um time imbatível."

Em 2014, os Maloneys hospedaram Suzanna Greer como uma terceira filha, após a morte da sua mãe. “Por causa da tragédia que Mark havia enfrentado quando jovem, ele se sensibilizou com a situação de Suzanna”, relembra Gay. “Eu disse a ele que estava pensando em convidá-la para morar conosco, e ele disse aceitou imediatamente.” Com 25 anos, Greer é estudante na Universidade do Sul do Alabama e veterana em três Convenções do Rotary – enquanto Patrick, de 7 anos, e Peter, de 4, filhos de Phyllis junto com o seu marido, Blake Johnson, já compareceram a duas Convenções.

Entre as fotos na sala de estar dos Maloney estão fotos de Mark com dois papas – o que não surpreende, talvez pelo fato de que o nome Maloney venha do gaélico Maol dhomhnaigh, que significa “devoto da igreja”. Ele passou 12 anos no conselho financeiro da Igreja Católica Anunciação do Senhor, em Decatur, e 16 anos no conselho da Escola Católica de Santa Ana, o que demonstra como ele era ativo na igreja. “Você sempre pode confiar no Mark”, diz o Reverendo Ray Remke, antigo pastor de longa data da Anunciação. “Se você precisasse de alguma coisa ele estaria lá para você, custasse o que custasse. Ele exemplifica sua fé vivendo-a em palavras e obras."

Mark traz um espírito ecumênico à sua fé. Ele e Gay assistem regularmente à Missa Dominical na Anunciação e aos cultos na Primeira Igreja Metodista Unida, onde Gay e Mark se casaram e onde Mark é porteiro. Ele participa de um grupo de estudo bíblico que se reúne semanalmente na Igreja Episcopal São João. “Meu pai me ensinou a importância de servir à sua igreja, à sua família e à sua comunidade”, ressalta Ronnie Dukes, também associado do Rotary Club de Decatur.

Na verdade, quando se trata da cidade que escolheu viver, Mark é a câmara de comércio e mostra Decatur com orgulho aos visitantes, locais de interesse como o Old State Bank, repleto de balas e morteiros da Guerra Civil; o playground Riverwild e o splash pad no Delano Park, um oásis de verde oferecido por rotarianos e outros cidadãos; e o desenvolvimento da Habitat para a Humanidade, onde todos os anos alguns estudantes de Harvard trabalham durante as férias – uma tradição iniciada em 2002 por Phyllis quando ela era estudante da renomada universidade e continuada hoje sob os auspícios do clube de Decatur Daybreak.

Os residentes de Decatur estão orgulhosos do seu herói. “O fato de que Decatur é o lar do presidente do Rotary International alegra David Breland, que foi juiz do Condado de Morgan e que agora serve como historiador em Decatur e diretor de recursos e eventos históricos."

"Mark é um cara único, uma das pessoas mais impressionantes que conheço", diz Wyker. Estou morrendo de cócegas e ele é o próximo presidente do Rotary", diz Wyker. Ele deixará sua marca."

Esta história foi publicada na edição de julho de 2019 da revista The Rotarian.

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