Ao refletir sobre suas experiências no Simpósio de Doadores de 2026, realizado em Taipei, Taiwan, Vicki Puliz pensou em “uma palavra simples”.
Essa palavra era gratidão.
“Gratidão a cada um de vocês pela sua generosidade, pela sua liderança e pela forma como se mobilizam uns pelos outros e pelo mundo”, disse Puliz, vice-chair do Conselho de Curadores da Fundação Rotária. Ela discursou em nome da chair da Fundação Rotária de 2026-27, Jennifer Jones.
“A gratidão tem o poder de nos aproximar. Ela nos lembra de que nada acontece por acaso e que cada ato de generosidade é importante”, acrescentou Puliz.
Mais de 1.000 doadores participaram do evento, realizado em 15 de junho durante a Convenção de 2026. O maior encontro anual de doadores da Fundação Rotária foi um dos inúmeros eventos realizados na Convenção para aqueles que ajudam a viabilizar o trabalho do Rotary.
“Quando falamos sobre doações, não estamos falando apenas do presente”, afirmou Puliz. “Estamos falando de valores transmitidos de geração em geração, de histórias compartilhadas e da crença em algo maior do que nós mesmos.”
O entusiasmo dos doadores pelo Rotary e seu compromisso com a missão da organização ficaram evidentes ao longo de toda a Convenção. Duas cerimônias homenagearam 40 novos membros ou aqueles que subiram de nível na Sociedade Arch Klumph, que reconhece doações de pelo menos US$ 250.000. Mais de 300 pessoas se inscreveram no Baile da União da Fundação Rotária, e mais de 200 participaram do Jantar Fazendo o Bem no Mundo.
Holger Knaack, chair da Fundação Rotária de 2025-26, descreveu o amplo alcance do impacto do Rotary e agradeceu aos participantes por sua generosidade.
“Fizemos um progresso real ao trabalharmos juntos envolvendo diferentes países, programas e gerações”, afirmou ele. “É a isso que nos referimos quando dizemos Unidos para Fazer o Bem. É também assim que o Rotary abre oportunidades — oportunidades para que as comunidades cresçam, para que as pessoas se conectem e para que uma mudança duradoura seja criada.”
Knaack destacou que a Fundação Rotária destinou US$ 5,5 bilhões a projetos ao longo do último século. Esses recursos têm apoiado iniciativas de promoção da paz, combate a doenças, fornecimento de água potável, ajuda a mães e filhos, melhoria da educação, impulsionamento de economias locais e proteção do meio ambiente.
Para a ex-governadora de distrito Nellie Lin, de Taiwan, a prova do espírito de companheirismo global do Rotary estava em um pacote de especiarias. Ela recebeu esse simples presente do Rotary Club de Cochin, em Kerala, na Índia, no auge da pandemia da covid-19, em 2020. Lin relembrou como os associados do Rotary em todo o mundo prestaram apoio essencial, tanto médico quanto de outras naturezas, às comunidades afetadas pela pandemia.
“Naquele ano, milhares de Subsídios Globais foram financiados em todo o mundo. Tive a oportunidade de apoiar 14 Subsídios Globais por meio de doações pessoais e de campanhas de arrecadação de fundos”, afirmou. Quando as especiarias lhe foram presenteadas, ela disse: “Aquele momento me fez lembrar que a gratidão é uma das formas mais sinceras pelas quais as Pessoas em Ação constroem laços significativos”.
Lin foi acompanhada no palco por seu irmão, o governador eleito Nicky Lynn, e por sua mãe, Judy Huang. Os três são membros da Sociedade Arch Klumph, fazendo parte de uma tradição de doações à Fundação que se estende por várias gerações. Lin contou que seu pai, Ricardo, ajudou a fundar o Rotary Club de Taipei East, em Taiwan, e que sua família renovou seu compromisso com o Rotary após a morte dele, em 2009.
“Fundei o Rotary Club de Taipei Ricardo em homenagem às contribuições que meu pai fez ao longo da vida ao Rotary e à Fundação Rotária, e quase todos os membros da família se tornaram associados”, compartilhou. “Minha mãe sempre diz: ‘O Rotary é simples. Apoiar a Fundação Rotária é uma das formas mais significativas de contribuir.’”
Puliz reiterou o tema abordado por Lin ao se dirigir ao público no encerramento do evento.
“A gratidão continuará a nos guiar na forma como lideramos, como servimos e como reconhecemos uns aos outros.” “Não é apenas algo que dizemos, mas algo que vivemos”, disse ela.
“Ao saírem deste simpósio, levem esse sentimento com vocês. Reflitam sobre as histórias que os comoveram. Pensem em quem poderiam convidar para essa jornada. E em como vocês continuarão contribuindo para que esse trabalho siga crescendo no mundo.”
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