A maior parte do mundo está livre da pólio

Rotary Foundation Chair Dong Kurn Lee talks about the Foundation’s accomplishments during the third plenary session on 3 June.
Foto: Rotary International/Monika Lozinska

Segundo o Dr. Bruce Aylward, chefe do programa de erradicação da poliomielite na Organização Mundial da Saúde (OMS), a maior parte do mundo, ou 80%, está certificada como livre da paralisia infantil, e resta somente um tipo de vírus para erradicarmos. Apesar de termos muitos motivos para comemorar, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados. Ainda temos que lidar com o alastramento da doença, a insegurança nos países endêmicos e as tensões geopolíticas. 

"A comunidade internacional decidiu que fará de tudo para continuar o progresso conquistado pelo Pólio Plus", afirmou Aylward, que veio especialmente da Suíça para fazer o discurso principal da segunda-feira em nossa Convenção em Sidney.

Antes do discurso de Aylward, o medalhista paraolímpico nigeriano Ade Adepitan fez sua apresentação. Acometido pela doença quando criança, aos 12 anos de idade ele descobriu que poderia jogar basquete mesmo estando numa cadeira de rodas. Deste dia em diante ele passou a sonhar com as Olímpiadas, vindo a participar pela primeira vez do mundial em 2000, nos Jogos de Sidney, ganhando medalha de bronze nos Jogos de 2004 em Atenas. Adepitan dedica muito de sua vida ajudando outros sobreviventes da pólio a lutar por seus direitos e por mudanças.

Mais para o fim da plenária foi a vez de Sir Emeka Offor, do Rotary Club de Awka GRA, surpreender a plateia anunciando sua doação de US$1 milhão ao Pólio Plus, com palavras de incentivo aos rotarianos. "Quando ainda jovem, eu prometi que um dia faria algo para livrar a Nigéria desta doença tão cruel", lembra Sir Emeka. "Estou comprometido a fazer tudo o que estiver ao meu alcance para apoiar as atividades de erradicação na Nigéria e em outros países."

Como embaixador do Pólio Plus na Nigéria, Sir Emeka abriu um escritório em Abuja sem ônus para o RI, para melhor conduzir suas atividades e para ajudar a Comissão Pólio Plus do país.

A paralisia infantil não foi o único tópico desta terça-feira. Mwila Chigaga, ex-bolsista pela paz na Duke University que agora é especialista em assuntos de gênero sexual nas regiões africanas para a Organização Internacional do Trabalho, se dedica a promover trabalho decente e oportunidades iguais para homens e mulheres africanos. "Justiça social, igualdade e direitos para todos sempre foram meus assuntos prediletos. Embora ainda haja obstáculos, está havendo progresso no continente."

Maya Ajmera, bolsista do Rotary em 1989, aceitou o Prêmio por Serviços à Humanidade e falou sobre a Global Fund for Children, entidade sem fins lucrativos do ramo da alfabetização que ela fundou em 1993.

O chair do Conselho de Curadores da Fundação Rotária, Dong Kurn Lee, pediu aos rotarianos para fazerem o que fazem de melhor, que é arrecadar verbas. Ele agradeceu à Fundação Bill e Melinda Gates por equiparar em 2 para 1 cada dólar doado à erradicação da pólio pelos próximos cinco anos, até um máximo de US$35 milhões por ano. 

Eleições e relatórios

Na sessão administrativa da tarde, o presidente Ron Burton e o secretário-geral John Hewko presidiram a eleição dos diretores de 2015-17 e dos governadores de 2015-16. O presidente indicado Ravindran foi aprovado em unanimidade para liderar o Rotary International em 2015.

John Hewko falou sobre aumentar a conscientização pública e sobre a erradicação da paralisia infantil, mencionando inclusive o Maior Comercial do Mundo, que entrou para o Guinness como a maior campanha de conscientização com fotos. "Recebemos uma cobertura sem precedentes da mídia pelo nosso papel na luta contra a pólio, com mais de 400 artigos positivos."

O tesoureiro do Rotary International, Andy Smallwood, mencionou que pelo fato do Rotary estar tendo dificuldades em alcançar o número de associados que precisa, a receita com cotas per capita está projetada para ficar US$700.000 abaixo do valor orçado. Entretanto, um declínio da receita com cotas per capita é compensado pelo forte retorno de investimentos que temos tido até agora este ano. "Nenhum de nós tem o poder de controlar a inflação e os mercados", enfatizou Smallwood. "Mas quero enfatizar que temos controle sobre o crescimento da nossa base de associados."

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Rotary News

3-Jun-2014
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