Como eu fui parar em um rally na Mongólia
Texto e fotos de Scott Brills
The Rotarian -- Maio de 2010
O Rally da Mongólia, ao mesmo tempo uma iniciativa de arrecadação de fundos e uma odisseia de loucos, foi concebido por dois ingleses entediados e realizado pela primeira vez em 2004 com seis carros. Em 2009, mais de 400 equipes participaram.
No verão passado, um jovem rotariano de Michigan, EUA, dirigiu seu Chevy Metro 2001 com 225.000 km da Inglaterra até a Mongólia.
O Rally da Mongólia -- que é ao mesmo tempo uma iniciativa de arrecadação de fundos e uma odisseia de loucos -- foi concebido por dois ingleses entediados e realizado pela primeira vez em 2004 com apenas 6 carros. Em 2009, mais de 400 equipes participaram. Os participantes podem escolher seu trajeto até a capital da Mongólia, Ulaanbaatar, mas os carros não podem ter motor maior do que 1,2 litros e o uso de GPS é vetado. É esperado que os participantes se percam. No final do rally, os carros que conseguem chegar à Mongólia são doados a instituições de caridade.
"A ideia é embarcar numa aventura, então se o céu cair no seu carro, use o limpador de parabrisa e siga em frente" diz o site do rally. "Se você estiver preocupado, fique em casa."
Foi um desafio irresistível para Scott Brills. Brills, associado do Rotary Club de West Bloomfield e seu amigo Collin Otto, adotaram o nome de equipe "Hardly Working" (Trabalhando pouco) e arrecadaram US$1.650 para a Mercy Corps Mongolia, uma das instituições de caridade oficiais do rally. Brills, então com 26 anos, e Otto, com 25, coletaram então US$7.000 adicionais para ajudar a construir e mobiliar uma pré-escola na Mongólia, um projeto do clube de Brills e do Rotary Club de Bayanzurkh 100 em Ulaanbaatar.
"Decidimos ir à Mongólia em busca de uma aventura e foi exatamente isto que encontramos", conta Brills, membro de uma equipe de Intercâmbio de Grupos de Estudos em 2007-08 do Distrito 6380 (partes de Ontário, Canadá, e Michigan, EUA) que viajou para o Distrito 2440 (Turquia). No percurso de 16.000 km, fomos abordados pela guarda fronteira, aprisionados por policiais corruptos, ficamos perdidos em uma terra de ninguém entre o Cazaquistão e o Uzbequistão e nosso carro quebrou em um platô de 3.000 metros no meio do Tajiquistão -- só alguns dos nossos contratempos."
"Mas todos os desafios que enfrentamos na nossa jornada de nove semanas não tiveram importância se considerarmos as experiências positivas que tivemos, as pessoas que conhecemos, as paisagens que vimos e as vidas que mudamos."