Rotary.org: Notícias - Ex-bolsista do RI é excelente retorno de investimento

 Ex-bolsista do RI é excelente retorno de investimento

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Ex-bolsista do Rotary, Jesse Sullivan, servindo no Afeganistão. Foto cortesia de Jesse Sullivan.  

J esse Sullivan estava determinado a fazer faculdade de medicina quando resolveu estudar governança global e diplomacia na Universidade de Oxford através de uma bolsa educacional do Rotary. E nunca se arrependeu da decisão. Mais tarde, ele se tornou conselheiro em política externa durante campanha do congresso americano, trabalhou em acampamento de deslocados no Haiti, e serviu no Departamento de Defesa dos EUA no Afeganistão. Hoje, ele é associado do e-Club de Oxford International.  

THE ROTARIAN: A sua carreira o levou a diversas partes do mundo. Onde você iniciou sua jornada? 

SULLIVAN: Sou de uma cidade de 2.300 habitantes chamada Petersburg, no estado americano de Illinois. Quando fui para a Universidade de Saint Louis, em Missouri, somente o alojamento dos estudantes correspondia à metade da minha cidade. Tive oportunidade de ver a diversidade cultural e as dificuldades de uma cidade grande. Trabalhei em uma clínica para imigrantes que não tinham condições de pagar convênio médico e ajudei uma família afegã recém-chegada aos EUA a se adaptar ao novo país de residência. Quando fui a El Salvador como intercambista do Departamento de Estado dos EUA, aprendi que a desnutrição é tanto um problema socioeconômico quanto médico. Então, tranquei matrícula na faculdade de medicina e, depois de voltar da bolsa educacional do Rotary, jamais voltei àquele curso.

TR: Que tipo de trabalho você realizou no Afeganistão?

SULLIVAN: Eu era analista de terreno humano para o Departamento de Defesa e meu trabalho era aumentar a compreensão entre o povo afegão e os militares - uma oportunidade perfeita para eu usar o que aprendi em Oxford. Quando chegamos à província de Helmand, uma área de combate intenso entre rebeldes e aliados,  entrei em um vilarejo e entrevistei os moradores, entre eles líderes religiosos, membros da milícia local, fazendeiros, e um pai que viu seu filho ser morto por um explosivo. Perguntei-lhes como achavam que poderíamos acabar localmente com o conflito, pois meu papel era determinar como melhorar a implementação de força policial. Na primeira vez em que estive lá, as famílias disseram que não podiam mandar seus filhos à escola por falta de segurança. Seis meses mais tarde, quando voltei ao vilarejo, visitei uma escola recentemente reaberta e me senti orgulhoso de fazer parte daquela pequena, mas significante vitória.

TR: Quais os seus planos, agora que está de volta aos Estados Unidos?

SULLIVAN: Graças à minha experiência com o Rotary, descobri o papel importante que a área empresarial desempenha junto ao setor social. No Haiti, o índice de desemprego é astronômico, e as pessoas precisam de formas para ganhar dinheiro. Estou tentando aprender mais sobre o mundo empresarial para encontrar maneiras abrangentes de ajudar o mundo em desenvolvimento.

Estamos em uma posição única nos Estados Unidos, pois nos encontramos no topo destas estruturas políticas globais e podemos fazer muito mais para que elas funcionem. Os moradores de países em desenvolvimento não têm a habilidade de representar seus próprios interesses.

TR: A pedido seu, uma bandeira foi hasteada na sede militar do Comando Regional de Helmand em homenagem ao Rotary International no dia 28 de maio. Por que esta homenagem?

SULLIVAN: Quando eu fui à escola que reabriu em Helmand, vi como as crianças estavam entusiasmadas de voltar à escola. Pensei na sorte que tive de ter tido acesso a educação. Enviei a bandeira ao Rotary porque quero que o Rotary saiba do impacto que causou em minha vida. Os rotarianos merecem o reconhecimento por seu trabalho.

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