Um ponto para educação científica na Estônia
Por Peter Schmidtke
Notícias do Rotary International -- 29 de dezembro de 2009
A ex-bolsista Katrin Raie (centro) entrega a Harri Saarinen, do Rotary Club de Helsinki City West, na Finlândia, uma carta de agradecimento pelo apoio do clube a um projeto de Subsídio Equivalente que proporcionou equipamentos científicos a uma escola em Tallinn, Estônia.
Foto cedida por Laura Leena Raud
Em uma viagem de três dias à Letônia e Lituânia, quarenta estudantes estonianos de ensino médio arregaçaram as mangas e testaram água, ar e solo em usinas nucleares com equipamentos científicos proporcionados por um Subsídio Equivalente.
"A possibilidade de levar o equipamento para que os estudantes tirem as medidas no local é um sonho para qualquer professor de ciências", disse Katrin Raie, bolsista do Rotary em 2003-04 que serviu de contato entre os Rotary Clubs patrocinadores e a escola Vanalinna Hariduskolleegium em Tallinn, Estônia.
Os professores vêm usando os equipamentos de valor total de US$24.000 em aulas de ensino médio e sessões de laboratório para os alunos mais jovens.
Integrante do conselho diretor de uma fundação que atende a escola e antiga vice-diretora, Raie ajudou a preencher o pedido de bolsa e a coordenar os esforços com os Rotary Clubs de Nõmme-Tallinn, na Estônia; Magdeburg-Otto von Guericke, na Alemanha; e Helsinki City West, Mäntsälä, Tuusula, e Ylikerava, na Finlândia. Ela também levou os rotarianos alemães para uma visita ao laboratório.
Normalmente os bolsistas têm seu primeiro contato com o serviço rotário em seu ano de bolsa de estudos, mas Raie já estava coordenando uma iniciativa de Subsídio Equivalente quando ouviu falar pela primeira vez da possibilidade de pedir uma bolsa educacional. Tendo se formado como professora de inglês, ela vem coordenando diversos subsídios envolvendo o clube local e rotarianos da Finlândia, Alemanha e Estados Unidos desde 1998.
"Um dia eu estava levando uma rotariana americana para visitar alguns dos locais beneficiados por doações de equipamentos médicos e mencionei que sonhava em fazer pós-graduação nos Estados Unidos", lembra Raie. "Ela respondeu que o Rotary tinha um programa de bolsas educacionais e sugeriu que eu me inscrevesse."
Menos de dois anos depois, Raie, com 38 anos, estava fazendo mestrado em política cultural e educacional na Loyola University em Chicago. Recebida pelo Rotary Club de Chicago, ela se apresentou à Midwest Estonian Association e ajudou o grupo a preparar uma convenção na qual proferiu palestra.
Enquanto fazia estágio na Latin School of Chicago, Raie conheceu o diretor de música da escola, Michael Teolis. Ela convidou Teolis a levar a orquestra e o coral da escola a Tallinn, e em 2008, os 85 alunos passaram oito dias na Estônia e Finlândia, fazendo concertos com alunos dos dois países.
"Ela desempenhou um papel fundamental em quase todos os aspectos da viagem", conta Teolis. "Os estudantes de Tallinn foram ótimos anfitriões e alguns de nossos alunos ainda mantêm contato com os amigos que fizeram na viagem."
Em 2009, depois de um treinamento de dois anos, Raie foi nomeada diretora regional da organização SOS Children's Villages International.
"A minha experiência como bolsista do Rotary assim como os conhecimentos e habilidades que adquiri na Loyola serão muito bem usados nesta nova posição, beneficiando crianças e suas famílias", conta Raie.
Escrito para Reconnections