Rotary e parceiros combatem surto de pólio na África
Por Dan Nixon
Notícias do Rotary International -- 1 de maio de 2009
Criança no Sudão recebe vacina oral antipólio.
Foto cedida pela Organização Mundial de Saúde
Um recente surto do vírus selvagem da pólio na região sul do Sudão espalhou-se em partes da Etiópia, Quênia e Uganda.
Em resposta, o Rotary está encaminhando um total de US$500.000 em subsídios de emergência ao Unicef e à Organização Mundial de Saúde para imunização imediata no Chifre da África.
Em janeiro, os curadores da Fundação Rotária aprovaram US$2,2 milhões em subsídios Pólio Plus em apoio a atividades de imunização na região.
O surto requer medidas urgentes por parte do governo e de agências parceiras visando reduzir a ameaça de o vírus espalhar-se em países livres da pólio, um processo conhecido como importação. Os fundos de emergência vão apoiar atividades de vacinação na Etiópia, Quênia e Uganda até maio. Esforços de imunização continuam no sul do Sudão em uma tentativa de bloquear a fonte do surto.
"As importações do vírus da pólio chamam a atenção para a vulnerabilidade global a doenças infecciosas, especialmente em locais em que o índice de imunização de rotina é baixo", explica Carol Pandak, gerente do programa Pólio Plus.
O governo da região sul do Sudão formou uma comissão de coordenação inter-ministerial que encarrega governos estaduais e distritais a responder ao surto. O presidente Salva Kiir Mayardit ordenou que os 10 governos estaduais garantam o apoio de organizações não-governamentais e líderes tradicionais e religiosos aos trabalhos de imunização.
Liderança exemplar
O Dr. Hussein Gezairy, diretor da Organização Mundial de Saúde para o Mediterrâneo Oriental, elogiou o governo sudanês por "implementar estas importantes medidas que tratam da disseminação da doença. É esta liderança que vai ajudar a garantir que o surto seja interrompido rapidamente e que não se espalhe a outros países. Nenhuma criança no sul do Sudão deve conhecer a dor de uma vida com paralisia".
O surto persistente no sul do Sudão ameaça os esforços para eliminar o vírus selvagem e evitar importações em países livres da pólio. Funcionários da área de saúde explicam que apesar de surtos ocasionalmente ocorrerem durante iniciativas de erradicação, eles não diminuem necessariamente a viabilidade da erradicação em si, mas chamam atenção para a necessidade de impedir a exportação do vírus de países endêmicos como Nigéria e Índia como já ocorreu em anos recentes. Os únicos outros países endêmicos são Afeganistão e Paquistão.
A resposta em larga escala ao surto está em andamento no Chifre da África, inclusive Etiópia, Quênia, Uganda e norte do Sudão. Uma campanha de imunização foi realizada no sul do Sudão de 27 a 29 de abril tendo como alvo mais de 2,9 milhões de crianças menores de 5 anos. A próxima campanha está agendada para 26 a 28 de maio.
"Nossa experiência mostra que em locais onde a pólio foi erradicada ela pode ser eliminada novamente", conta Pandak. "É absolutamente imprescindível que adotemos uma resposta rápida, de grande escala e qualidade, além de monitoramento constante."