Farrow fala sobre a pólio e Darfur
Por Arnold R. Grahl
Notícias do Rotary International – 23 de junho de 2009
Mia Farrow, atriz e embaixadora da boa vontade do Unicef, é destaque da terceira sessão plenária da convenção do RI, em 23 de junho, em Birmingham, Inglaterra.
A atriz e embaixadora da boa vontade do Unicef, Mia Farrow, disse entender da devastação causada pela pólio e da importância de erradicar o vírus.
"A pólio é uma doença muito terrível. Estamos fazendo a coisa certa em lutar pelo fim dela", disse Farrow na terceira sessão plenária da convenção do RI de 2009, no dia 23 de junho. "Estamos quase lá, só temos que dar mais um empurrãozinho."
Ela concentrou a segunda parte de seu discurso na promoção da saúde e segurança das crianças -- mensagem relacionada com a ênfase do presidente do RI Dong Kurn Lee em reduzir a mortalidade infantil -- e a necessidade de proteger as pessoas de Darfur, no Sudão.
Ela contou sobre uma mulher em Darfur, que em 2004 lhe deu um amuleto protetor para ser usado em seu pescoço, e lhe pediu que contasse ao mundo o que estava acontecendo lá. A mulher disse: "Por favor diga ao mundo. Diga a todos que seremos massacrados". Farrow disse que conhecer aquela mulher mudou sua vida. "Isso é tudo que faço agora. Tento cumprir a minha promessa."
Em prol dessa promessa, Farrow mostrou aos rotarianos, slide após slide, as vítimas das atrocidades em Darfur -- homens que tiveram seus olhos arrancados por saqueadores; uma mulher que tinha sido atingida pelas costas, por um tiro que matou o filho que carregava; um bebê que morria de desnutrição; e vilarejos inteiros queimados até o pó.
"Após seis anos, que mensagem foram enviadas a Darfur?" perguntou ela. "Apenas a de que são descartáveis. Ao olharmos para trás e percebermos que decepcionamos o povo de Darfur, isso será um fracasso não só a eles, mas a nós mesmos."
Numa entrevista coletiva após a sessão plenária, Farrow disse que a vontade das pessoas é o que levará os governos a agir. "Existe um genocídio evidente que aconteceu e continuará a acontecer", afirmou. "O momento definitivo para todos nós é: o que faremos a respeito disso?"
Farrow falou sobre o bom trabalho dos rotarianos e como são um extraordinário grupo de pessoas, capazes de almejarem qualquer coisa a que se disponham.
Ela pediu aos rotarianos que não desistam de sua luta contra a pólio. "Sim, custa dinheiro", acrescentou. "Mas isso já não será mais preciso quando erradicarmos a pólio. Aí esse dinheiro poderá ser usado de outra forma."
"Eu acho que os rotarianos são especiais, no fato de serem tão engajados", complementou Farrow. "Todos são comprometidos a ajudar pessoas e eles conseguem engajar outras pessoas a ajudar." "Eu amo o Rotary", disse ela. "É a melhor coisa que já aconteceu."