Ex-bolsista do Rotary educa e apoia mães com aids
Por Dan Nixon
Notícias do Rotary International -- 28 de outubro de 2011
Aadila Sabat tem o objetivo de contribuir ao alcance de um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU.
“Todos podemos fazer algo para ajudar a eliminar novas infecções por HIV em crianças até 2015 e manter suas mães vivas", diz a ex-beneficiária de Bolsa Educacional da África do Sul. "É possível prevenir a transmissão do vírus de mãe para filho."
De acordo com a OMS, a taxa de transmissão é de 45% para mães com HIV que não recebem medicamentos antirretrovirais. Com o uso dos remédios, no entanto, este índice cai para menos de 2%.
Ajuda às mães
Sabat trabalha em Los Angeles para a mothers2mothers (m2m), uma organização não governamental que educa e apoia mulheres grávidas e novas mães sobre questões relacionadas ao vírus HIV e à saúde materno-infantil. Ela ajuda a treinar mães soropositivas para que deem apoio a outras mulheres como elas. Estas mães-mentoras trabalham com médicos e enfermeiras para atender às necessidades deste grupo populacional.
Além de salvar vidas, alcançar um dos Objetivos do Milênio é essencial para a economia. "Custa menos de US$100 cessar a transmissão do vírus de mãe para filho durante a gravidez, mas se um bebê nasce com o vírus, o custo do tratamento é de US$150.000."
Desde 2011, a m2m passou de um único escritório na Cidade do Cabo para mais de 700 em nove países na África Subsaariana, estando presente também em Londres e Los Angeles. Uma das primeiras doações à organização veio do Rotary Club de Waterfront, na Cidade do Cabo.
A ligação de Sabat com a m2m e o Rotary vem desde sua adolescência. Ela foi presidente de Interact e Rotaract Clubs, e participou de um Intercâmbio de Jovens na França.
Órfãos da aids
“Graças aos conselhos de meus pais e de rotarianos do Distrito 9270, sempre participei de algum tipo de ativismo", explica Sabat. "Muitos projetos em que o distrito está envolvido são relacionados à assistência para os cerca de dois milhões de órfãos da aids na África do Sul. Tive a sorte de fazer parte de muitas destas iniciativas, o que me inspirou a trabalhar ainda mais neste setor."
Sabat, que foi bolsista em 2007-08 na University of San Diego, Califórnia, voltou à Cidade do Cabo no começo deste ano e se reuniu com algumas mães que fazem parte do programa.
“Algumas das mulheres falaram sobre suas reações quando descobriram que tinham aids e como contaram aos seus parceiros", ela diz. "Elas acharam que suas vidas tinham acabado, pois sabiam muito pouco sobre a doença. Só depois de conhecer algumas mães do programa elas descobriram que seus filhos podiam nascer sem o vírus e que elas seriam capazes de viver bem e cuidar de suas famílias."
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