Erradicação da pólio está próxima
Por Dan Nixon
Notícias do Rotary International -- 30 de agosto de 2011
Mary P. Torre, ex-presidente do Rotary Club de Tumon Bay, Guam, imuniza crianças em Mukand Pur, Índia.
Foto cedida por Allison Kwesell
Uma das principais metas da Iniciativa Global de Erradicação da Pólio (GPEI) é interromper a transmissão do vírus selvagem da pólio até o final de 2012. Apesar do relatório de julho do Conselho Independente de Monitoramento (IMB) da GPEI ter indicado que esta meta está ameaçada, também informou que há sinais de progresso e fez diversas recomendações que podem ajudar.
A GPEI alcançou grande progresso desde o lançamento de seu novo plano estratégico no ano passado e da vacina oral bivalente. Até o momento, a Índia, um dos 4 países endêmicos, reportou somente um caso de pólio este ano. Segundo o relatório, "o país está a caminho de interromper a transmissão este ano".
"No norte da Índia, onde ocorria a maior parte do problema, nenhum caso da doença foi reportado nos últimos 15 meses", comenta Robert S. Scott, presidente da Comissão Internacional Pólio Plus do Rotary.
Os outros países onde a pólio ainda é endêmica são Afeganistão, Nigéria e Paquistão. O relatório do IMB indica bom progresso no Afeganistão, destacando a dificuldade de imunizar crianças nas áreas de conflitos. A Nigéria também está obtendo sucesso e agora, após as eleições, o governo precisar manter seu compromisso com a iniciativa para garantir que a doença seja erradicada.
No Paquistão, o número de casos dobrou no primeiro semestre de 2011 em comparação ao mesmo período em 2010. O relatório elogiou o grande empenho do país em erradicar a pólio através do plano nacional de ação de emergência lançado em janeiro, mas mencionou a necessidade de maior impacto local.
O relatório também indicou que há preocupação em controlar a pólio em países onde a transmissão voltou a ocorrer, como Angola, Chade e República Democrática do Congo.
Apesar desses desafios, o número mundial de casos de pólio diminuiu em quase 50% durante o primeiro semestre de 2011, em comparação ao mesmo período em 2010.
“O número de casos de pólio tipo 3 caiu para apenas 15 este ano", disse Scott, referindo-se a um dos dois tipos de vírus selvagem da pólio ainda existentes. "Tudo indica que, em breve, o tipo 3 será completamente erradicado."
Os peritos da área de saúde acreditam que erradicar a pólio, em vez de simplesmente controlar a doença, é viável e essencial.
“Somente cerca de uma dúzia de países reportam casos esporádicos de pólio e, quando investigados, estes casos indicam serem provenientes de um dos quatro países endêmicos", diz Robert Murphy, diretor do Centro de Saúde Global da Northwestern University em Illinois, EUA. "Se concentrarmos nossos esforços nestes quatro países, os casos nas outras áreas desaparecerão."
“É importantíssimo terminarmos o trabalho logo, pois estamos muito próximos do final. Se pararmos agora, o problema vai aumentar e se tornar ainda mais dispendioso."
Segundo o relatório do IMB, a erradicação da pólio exigirá maior compromisso político, suporte financeiro e capacidade técnica.
“Acabar com a pólio é responsabilidade de todos os governos", diz Scott. "Rotarianos de todos os países devem falar sobre esta iniciativa com seus companheiros e, sempre que possível, com seus líderes políticos para assegurar apoio financeiro e moral."
Em julho, durante conversas no TED, Bruce Ayland, diretor-geral assistente de erradicação da pólio e áreas correlatas da Organização Mundial da Saúde, disse que "os rotarianos têm um poder extraordinário quando aplicam seus esforços locais e internacionais em prol de uma iniciativa de saúde global como a erradicação da pólio".
Ayland disse que todos podem ajudar na luta contra esta doença, contribuindo financeiramente e lembrando à comunidade e líderes governamentais que a pólio ainda existe e continua causando muito sofrimento.
Para mais informações:
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Leia mais sobre a pólio e o que você pode fazer para ajudar.
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Assista a um vídeo sobre o trabalho do Rotary para erradicar a pólio.
- Faça perguntas ao secretário-geral John Hewko durante um webinar