Ex-bolsista do Japão ajuda na recuperação de seu país
Por Martina Krajňáková
Notícias do Rotary International — 23 de agosto de 2011
Foto de cima: Ambulâncias utilizadas pela equipe da qual Kurauchi fez parte. Foto cedida por Naoko Kurauchi
Foto de baixo: Kurauchi (à esquerda) em Ghaziabad, Uttar Pradesh, na Índia, durante Dia Nacional de Imunização em fevereiro. Foto decida por Allison Kwesell
Naoko Kurauchi, enfermeira e ex-bolsista da Fundação Rotária, prestou assistência em Miyako, Japão, duas semanas depois do país ter sido atingido pelo terremoto e tsunami de 11 de março.
“A devastação foi imensa e imediatamente pensei no maremoto que atingiu o sul da Ásia em 2004, que foi a razão que me fez decidir pela bolsa do Rotary”, explica Kurauchi, que em 2008-09 estudou na Queen Margaret University, na Escócia.
Falando de Okinawa pelo Skype com sua família em Tóquio, ela conseguia ver pela tela a casa de sua família ainda tremendo por causa dos abalos sísmicos. “Eu já tinha visto casas tremendo em países com pouca infraestrutura”, disse Kurauchi, que nunca imaginou que uma catástrofe deste porte atingisse seu próprio país.
Ela foi com uma equipe médica para Miyako, onde circularam por cinco dias em duas ambulâncias cheias de suprimentos médicos e alimentos. “O rastro de destruição estava por todos os lados, com barcos no meio de estradas, carros em cima de casas; tinha muita lama e lixo por todos os lugares.”
Seu interesse por serviços humanitários a levou a outros lugares do mundo. Em fevereiro ela acompanhou rotarianos japoneses em um Dia Nacional de Imunização na Índia. Quando era bolsista, fez pesquisa de campo no Níger como parte de sua tese de mestrado sobre o Pólio Plus, entrevistando funcionários da OMS, Unicef e outros grupos sobre a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio.
Durante o tempo na Escócia, Kurauchi foi recebida pelo Rotary Club de Livingston, Lothian. Seu conselheiro anfitrião, Harry McPherson, e sua esposa, Myra, fizeram a estudante japonesa se sentir em casa. “Muitas vezes jantei na casa deles e até cheguei a dormir lá. Essa amizade e carinho do Harry e da Myra me aproximaram ainda mais do Rotary.”
No começo de sua estadia na Escócia, Kurauchi teve um tempo de adaptação, até mesmo na forma de cumprimentar. Em vez de apenas abaixar a cabeça, como é costume no Japão, ela teve que se acostumar ao aperto de mão e abraços, tradicionais no Ocidente.
Quanto à recuperação de seu país, ela acha que levará anos para a população superar os estragos financeiros e psicológicos causados pela catástrofe.
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