Bolsistas deixam o Egito em meio ao caos
Por Ryan Hyland
Notícias do Rotary International — 15 de fevereiro de 2011
Jamie Gajewski, bolsista da Fundação, estava estudando árabe na Universidade de Alexandria até os protestos começarem no Egito. O RITS providenciou para que ela e outros quatro bolsistas deixassem o país.
Foto concedida por Jamie Gajewski
Devido aos protestos que agitaram o Egito recentemente, o Serviço de Viagens do Rotary International (RITS) ajudou Jamie Gajewski e outros quatro bolsistas da Fundação Rotária a sair do país por medidas de segurança.
A americana Gajewski, que estava estudando árabe na Universidade de Alexandria, contou com a ajuda de rotarianos e rotaractianos egípcios desde quando chegou no país há cinco meses, até sua partida. As ruas do bairro tranquilo em que ela morava foram tomadas pela multidão e por tanques do exército, o que influenciou sua decisão de deixar o Egito.
"O bairro em que eu morava é um labirinto de vielas escuras. Por todas as partes havia homens com tábuas, facas, canos e armas para proteger suas famílias e o comércio de saqueadores. Da noite para o dia o bairro todo ficou bem perigoso."
Gajewski disse ainda que quando os estrangeiros foram incentivados a deixar o país, as interrupções de internet e celulares dificultaram a obtenção de informações sobre o plano de saída.
"Comecei a receber telefonemas de amigos egípcios e de outros países, dizendo que bandos armados estavam rondando meu bairro. Meu apartamento era no térreo, e meus amigos, incluindo rotarctianos, pensaram num jeito de nos transferir para um lugar mais seguro."
Gajewski conseguiu telefonar para sua mãe, Janet, que contatou o RITS. Dentro de 24 horas a agência providenciou seu traslado para o aeroporto e um voo para o Kuwait. O RITS providenciou para que outros quatro bolsistas também deixassem o país.
"Foi assustador ficar sem poder me comunicar livremente no Egito. Mas tudo correu bem e dentro de poucas horas cheguei ao Kuwait, e depois fui fazendo conexões até chegar na França. Tive sorte de contar com o Rotary para me tirar de lá."
Gajewski fez boas amizades com rotarianos e rotaractianos egípcios. "Não passou um dia sem que eu recebesse um telefonema, e-mail ou visita de alguém. Foi muito bom ter amigos quando a situação ficou delicada."
O Rotary tem uma forte presença no Egito, e os rotarianos já estão se mobilizando para prestar ajuda, inclusive distribuindo alimentos.
Gajewski não acredita que voltará a estudar no Egito, pois terminará os estudos na Universidade de Granada, na Espanha.
"Queria ter me despedido melhor dos meus amigos. Temo pela segurança deles, mas tenho esperança que o povo egípcio alcancará seu objetivo e o país voltará a ser estável."