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 Procuração 

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Charles Foster (à direita) com o ator Kyle MacLachlan, que o representou no filme O Último Dançarino de Mao. Foto de Dave Rossman 

O famoso bailarino chinês Li Cunxin foi manchete de jornais em 1981 ao ser impedido de sair do Consulado Chinês em Houston, EUA, após informar aos oficiais que pretendia permanecer nos Estados Unidos. 

Li tinha ido a Houston como membro da Academia de Dança de Beijing para um intercâmbio cultural de três meses com a Academia de Ballet de Houston. Seu talento levou-o a ser convidado para estender sua estadia, e Li não queria perder a oportunidade de continuar se aprimorando. 

O advogado de Li, Charles Foster, se recusou a abandonar seu cliente na custódia dos oficiais consulares, preocupado que iriam forçá-lo a voltar à China. Durante 21 horas de tensas negociações, Foster conseguiu uma ordem do tribunal federal impedindo os oficiais de tomarem tal ação. 

A persistência de Foster prevaleceu e Li foi autorizado a permanecer nos EUA, vindo a se tornar o dançarino principal do Ballet de Houston. 

Essa história é retratada no filme O Último Dançarino de Mao, lançado pela Samuel Goldwyn Films e ATO Pictures em agosto do ano passado, com a direção de Bruce Beresford e naseado na autobiografia de Li. Atuam no filme Chi Cao como Li e Kyle MacLachlan como Foster. 

"Se não fosse pelos conhecimentos jurídicos e dedicação de Charles, não sei como essa história teria terminado", comenta Li, que atualmente mora com sua família na Austrália. 

“Li é incrivelmente talentoso e uma pessoa corajosa, que merece o reconhecimento e louvor que seu livro e o filme estão recebendo", diz Foster, associado do Rotary Club de Houston e ex-Bolsista Educacional da Fundação Rotária. 

O caso iniciou a tradição na FosterQuan LLP de oferecer serviços legais de imigração gratuitos para o Ballet de Houston e outras organizações de arte na região. Foster é sócio-fundador deste escritório de advocacia de imigração. 

Foster recebeu Bolsa Educacional em 1964-65 para fazer curso de direito na Universidad de Concepción, Chile, patrocinado pelo Rotary Club de Corpus Christi, EUA. “A experiência influenciou muito minha carreira", ele comenta. "Mais tarde, como era bilingue, fui contratado como advogado internacional para trabalhar na Inglaterra e Espanha". Após fundar seu próprio escritório de advocacia, ele se tornou rotariano, o que considera como o resultado natural depois de ter recebido tanto da Fundação Rotária.   

Escrito para Reconnections


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