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 Caravana viaja pela África Ocidental para promover a paz

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Richelieu Allison (à esquerda) e o vice-presidente da Libéria, Joseph Boakai, encontram-se durante a caravana pela paz na África Ocidental. Foto cedida por Richelieu Allison  

Em novembro, uma caravana liderada pelo ex-bolsista Rotary pela Paz Richelieu Allison viajou por quatro países na África Ocidental para promover a paz. 

O grupo era formado por cerca de 40 rotarianos e representantes do West African Youth Network, um grupo que mobiliza e capacita jovens para restaurar a paz e os direitos humanos na região. A caravana viajou a cidades nas fronteiras de Serra Leoa, Libéria, Guiné e Costa do Marfim para ajudar a solucionar disputas de longa data e aumentar o envolvimento dos moradores no processo de estabelecimento da paz. 

Terríveis guerras civis devastaram Serra Leoa e a terra natal de Allison, Libéria, nos anos 90, vitimando mais de 200.000 pessoas e desabrigando cerca de três milhões, muitas das quais procuraram refúgio em países vizinhos. 

"Presenciei execuções sumárias e testemunhei o recrutamento de alguns amigos que, mesmo com apenas oito anos de idade, foram mandados para o campo de batalha", conta Allison. 

"A iniciativa da caravana visa formar uma aliança de paz entre os povos do oeste da África onde a estabilidade é mais necessária", ele diz. "Durante conflitos, os residentes locais, principalmente jovens e mulheres, são as mais vulneráveis. Portanto, é necessário envolvê-los em todos os processos de estabelecimento de paz e ajudá-los a encontrar alternativas à violência."    

A caravana, que teve workshops e vigílias de paz, começou na capital de Serra Leoa e contou com assistência técnica e logística do Rotary Club de Freetown. A iniciativa foi patrocinada por uma instituição holandesa, a Organização Intereclesiástica de Cooperação para o Desenvolvimento (ICCO), e apoiada por Rotary Clubs em Serra Leoa e Libéria. 

"O Rotary sempre foi comprometido com a promoção da paz", diz Sheila John, presidente do clube de Freetown. "A caravana reúne líderes jovens, representantes do governo e líderes tradicionais da África Ocidental." 

Uma das primeiras paradas da caravana foi em Monróvia, capital da Libéria. O grupo foi recebido por dignitários como Joseph Boakai, vice-presidente da Libéria e ex-presidente do Rotary Club de Monrovia; Francis Kaikai, chefe de relações civis para a Missão da ONU na Libéria; e John Ballout, membro do senado liberiano. 

Depois de se formar, em 2006, no Centro Rotary pela Paz da Chulalongkorn University em Bangcoc, Tailândia, Allison estava determinado a colocar o que aprendeu em prática. Ele passou a trabalhar na West African Youth Network em Serra Leoa, da qual foi o cofundador em 2001. 

O presidente do RI, Ray Klinginsmith, destacou que 516 alumni dos Centros Rotary pela Paz, 54 deles africanos, estão fazendo a diferença através de esforços locais de promoção de paz e ocupando posições importantes em agências governamentais e organizações de todo o mundo.  

"É esta rede crescente de bolsistas, que retornam às suas origens e usam tudo o que aprenderam, que me faz acreditar que a paz é possível e que o continente africano terá um futuro próspero e pacífico", comentou Klinginsmith. 

Allison diz que ter testemunhado os efeitos devastadores da guerra foi o que o levou a promover a paz e a defender os direitos humanos. 

"Venho dedicando minha vida à luta para cessar o vício da guerra, que instiga violência e conflitos", ele diz. "É preciso conseguir que as pessoas do oeste da África deixem suas diferenças de lado e passem a conviver pacificamente." 

Artigo escrito para o Reconnections


2 Comments:
At 1:22 on 28 janeiro 2011, Lindemberg Mello wrote: Participei como intercambista pelo Rotary em 1995 (Rotary Pituba-Bahia), quando fomos para o México, e sou testemunha da PAZ que o Rotary promove através da integração entre os povos. Muita Paz a todos Lindemberg Mello
At 3:57 on 21 janeiro 2011, Clovis Lucena Maciel wrote: É preciso ter conciência que violência e conflitos só atrasam um país ou um povo, não mereçemos assistir isso, pois somos jovens que queremos viver na paz, união com todos e assim termos vida digna.

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